segunda-feira, 31 de março de 2014

Tempos Modernos: análise do filme

Tudo, ou pelo menos 95% das coisas que vemos é um produto industrializado. Moveis, materiais de trabalho, roupas e utensílios domésticos, tudo é produzido em uma fábrica, coisa tão comum pra nós que nem notamos.

Antigamente, e se for parar pra pensar nem faz tanto tempo assim, industrias não eram comuns, o processo de produção manufatureiro foi substituído pelos fabricas na revolução industrial que é o cenário do filme ‘’ Tempos Modernos’’.

O filme conta a história da vida de um trabalhador alienado, que só sabia apertar parafusos, tanto que ele ficou obcecado por isso e acabou indo parar no hospício por essa obsessão, e a culpa é toda dos parafusos, se você está lendo isso e é um parafuso então você certamente deveria se envergonhar sr.Parafuso.

Com revolução industrial as fabricas empregaram muitas pessoas, mas toda vez que uma dessas fechava milhares ficavam desempregados. Esse desemprego deixou famílias famintas e levou pessoas honestas a fazer coisas não tão honestas assim, como no filme onde o ex-colega de trabalho do Chaplin rouba uma loja de departamento.

Mesmo aqueles com emprego não viviam lá muito bem, a jornada de trabalho era grande, cansativa e pouco recompensadora para as massas exploradas. Os donos das fabricas é que viviam bem e as diferenças entre as classes burguesa e trabalhadora são claramente visíveis e acentuadas.

Se os direitos trabalhistas só surgiram no século XX dá pra imaginar as condições de trabalho no século XVIII certo? Desde aquela época protestos eram feitos (e reprimidos) como uma tentativa de mudar a situação.


Mas a genialidade humana não tem limites e as descobertas e criações no ramo tecnológico vem melhorando a qualidade e facilitando a vida dos trabalhadores, já que o trabalho mecanizado exige menos esforço.




 TEXTO: Graziela Ferreira

quinta-feira, 27 de março de 2014

Mitos Modernos: Atividade

Falamos este bimestre sobre a passagem do mito para o logos, quando os gregos deixaram aos poucos as explicações de mundo mitológicas e passaram a buscar entender a realidade por meio do uso da razão.
Para finalizar pedimos que os alunos produzissem um trabalho analisando "mitos modernos", explicações não racionais que temos ainda hoje.
Abaixo o resultado do trabalho da aluna Laura Amorim, em mais um de seus ótimos vídeos:

Chesterton - A Filosofia para a Sala-de-Aula

G.K. Chesterton
Publicado originalmente no Daily News, 22 de junho de 1907
Tradução de Gabriele Greggersen
Retirado do site: 
Hottopos.com


O que o homem moderno precisa compreender é simplesmente que toda a argumentação começa com uma afirmação ponto-de-partida; isto é, com algo de que não se duvida. Pode-se, é claro, duvidar da afirmação base, mas, nesse caso, já estaria dando início a outra argumentação diferente, propondo que se parta de outra suposição. Todo argumento inicia por um dogma infalível, e esse dogma absoluto, por sua vez, só pode ser discutido, se recorrermos a outro dogma infalível: nunca se pode provar o primeiro ponto-de-partida (senão não seria ponto-de-partida).

Este é o be-a-bá do raciocínio lógico. E tem esta vantagem especial de que pode ser ensinado na escola, como qualquer outro be-a-bá. Não dar início a qualquer discussão sem antes declarar abertamente os postulados de cada um, é uma regra a ser ensinada tanto na filosofia, quanto na matemática de Euclides, ou em qualquer aula comum, usando giz e lousa. E penso que esse princípio poderia ser ensinado de forma simples e racional até mesmo ao jovem, antes de aventurar-se pelo mundo, à mercê da "lógica" e da filosofia imposta pela mídia.


Muitas das desorientações e dúvidas no campo religioso, surgem pelo fato de os céticos de hoje começarem sempre, falando sobre tudo aquilo em que eles não acreditam. Mas, mesmo de um cético, o que queremos saber primeiro é em que ele realmente acredita. Antes de começar a discutir, é preciso saber o que é que não se discute. Essa confusão aumenta infinitamente pelo fato de que todos os céticos de nosso tempo são céticos em diferentes graus dessa dissolução que é o ceticismo.

Agora, nós temos (espero), uma vantagem sobre todos esses novos filósofos sabidos: mantemo-nos em sã consciência. Acreditamos que existe, de fato, a catedral de São Paulo; e grande parte de nós acredita em São Paulo. É preciso deixar bem claro que acreditamos em muitas coisas que, embora façam parte de nossa existência, não podem ser demonstradas. Nem é preciso meter religião na história. Diria até que todos os homens de bom senso, acreditam firme e invariavelmente em umas quantas coisas que não foram provadas e que nem sequer podem ser provadas.

De forma resumida, são elas:

(1) todo ser humano em sã consciência acredita que o mundo e as pessoas ao redor dele são reais e não um produto da sua imaginação ou de um sonho. Ninguém começa a incendiar Londres, se está convencido de que seu criado logo o acordará para o café da manhã. Mas não temos provas, em nenhum momento, de que tudo não passa de um sonho. Que algo exista além de mim é uma afirmação que não está comprovada (nem se pode comprovar...).

(2) Todo homem em sã consciência, acredita não somente que este mundo existe, mas também que ele tem importância. Todo homem acredita que há, em nós, um tipo de obrigação de nos interessarmos por esta visão da vida. Não concordaria com alguém que dissesse, "Eu não escolhi esta farsa e ela me aborrece. Fiquei sabendo que uma senhora idosa está sendo assassinada no andar de baixo, mas eu vou é dormir ". O fato de que há um dever de melhorar coisas não feitas por nós é algo que não foi provado e não se pode provar.

(3) Todos os homens em sã consciência acreditam que existe uma certa coisa chamada euself ou ego e que é contínua. Não há nenhum centímetro de meu cérebro igual ao que era há dez anos atrás. Mas se eu salvei a vida de um homem numa batalha há dez anos atrás, fico orgulhoso; se me acovardei, sinto-me envergonhado. A existência desse "eu" axial nunca foi comprovada e não pode ser comprovada. Trata-se de uma questão mais do que "improvável" e que é muito debatida entre os metafísicos.

(4) Finalmente, a maioria dos homens em sã consciência acredita, e todos o admitem na prática, que têm um poder de escolha e responsabilidade por suas ações.

Seguramente é possível elaborar algumas afirmações simples como as acima, para que as pessoas possam saber a que se ater. E se os jovens do futuro não vão ter formação em religião, pode-se-lhes ensinar, pelo menos, de forma clara e firme, um pouco de bom senso, três ou quatro certezas do pensamento humano livre.


1. "- Lógica, disse o professor para si mesmo. – Por que não ensinam mais lógica nas escolas" (C.S. Lewis, O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa. São Paulo: Martins Fontes, 1997,p. 50) e, no final da história, o professor comenta novamente, agora em alto e bom tom:
" - Céus! O que é que estão ensinando às crianças na escola?" (Idem, p. 180).




FONTE: http://sociedadechestertonbrasil.org



quarta-feira, 26 de março de 2014

Ler o Mundo


O aluno deve ser educado de maneira que esteja capaz de ler sua realidade, perceber e compreender as diferentes fontes de informação do seu entorno, tratar de criticá-las e poder transmitir seu pensamento de modo que se faça compreender precisamente.

Como ensinou Paulo Freire: “Educar é construir, é libertar o homem do determinismo, passando a reconhecer o papel da História”.

Para isso deve-se incentivar os alunos na resolução de problemas, especialmente aqueles mais próximos de sua realidade.

Antigamente a escola era a principal fonte de informações. Hoje já não é assim. Não interessa um aluno conteudista, mas sim aquele que sabe trabalhar com as informações que são facilmente adquiridas das mais diferentes formas.


Diante disso as competências de maior relevância para o desenvolvimento do aluno são a leitora e a escritora. Isso porque no seu cotidiano o aluno irá “ler” a realidade que o cerca, através dos diferentes meio e mídias e “escrever” ou transpor o seu entendimento através de palavras faladas ou escritas.

Diante disso é importante que o docente tenha em mente a relevância dessas competências, e que elas se apresentam em todas as disciplinas e não somente na disciplina de Língua Portuguesa, sendo imprescindível o desenvolvimento da interdisciplinaridade, realizando atividades leituras, interpretativas, de produção de texto, procurando oferecer diferentes formas de leitura de mundo e de expressão de entendimento possíveis.


Ao desenvolver essas competências o professor deve preocupar-se em fazê-lo com textos, instrumentos e conteúdos que sejam próximos da realidade dos alunos, façam parte do seu mundo, que lhes sejam úteis no dia-a-dia.

segunda-feira, 24 de março de 2014

Heróis:A mitologia da atualidade

Heróis:A mitologia da atualidade

Para começar temos que pensar em que visão usaremos nesse texto,para deixar isso bem claro tenho que começar com uma pergunta,o que são mitos?
Mitos são histórias que visam explicar acontecimentos cotidianos,assim como uma onda gigante era atribuída ao deus dos mares da Grécia Antiga,Poseidon ,ou uma tempestade a Zeus e assim por diante.


Pelo título você com certeza já percebeu o tema o qual abordarei nas próximas palavras escritas por mim.Os heróis ou super-heróis sempre foram usados como uma forma de crítica social ou para retratar o que estava acontecendo em determinada época e em determinado lugar.De acordo com a definição de mito que acabei de dar os heróis não parecem ter ligações óbvias com os mitos,mas acalme-se jovem gafanhoto já chego lá.

Desde a criação e popularização dos super-heróis como o Batman,o Super-Homem ou como um melhor exemplo para os meus conceitos o Homem-Aranha,eles sempre serviram como um exemplo para muitos jovens principalmente para aqueles os quais tinham um pai ausente,eles serviam como um modelo masculino de caráter masculino ou feminino para meninas,a ser seguido ou melhor davam um sentimento de esperança para eles,uma esperança de que mesmo na noite mais densa o mal sucumbiria a presença do bem,os quadrinhos mostravam o bem derrotando o mal,mostravam que fazendo o bem era a melhor maneira de fazer as coisas e que nada poderia detê-los se suas intenções fossem boas e que todos poderíamos ser heróis por pelo menos um dia mesmo com pequenas ações poderíamos mudar a vida das pessoas ao nosso redor.Todavia ainda não expliquei sua ligação com os mitos,pelo menos não explicitamente.

Do que são feitos heróis ? Força ? Inteligência ? Resistência ? Não,muitas pessoas zombam heróis sem super poderes,falando que eles não são “super” por isso,eu não concordo com eles,pelo menos nos quadrinhos você pode construir poderes,mas nunca pode-se construir um herói,heróis não são feitos de poderes,são feitos de coragem e honra,você pode dar poderes para um babaca,porém ele continuará sendo um babaca na verdade será um super babaca,todavia não se pode dar coragem para alguém as pessoas devem nascer com isso e é isso o que os quadrinhos têm a nos ensinar,que coragem e honra nos tornam heróis.Caso você ainda não tenha entendido a ligação com os mitos te explico.


Nós criamos os heróis,nós criamos os mitos,os heróis nada mais nada menos do que uma forma de simbolizar os acontecimentos do mundo,em todos os mitos as pessoas querem explicar algo,nos quadrinhos as pessoas querem explicar porque nosso mundo está desabando por isso existem os vilões e no fim todos podemos heróis,uma pessoa que arrisca a sua vida por sua família,uma pessoa que se dedica à ajudar os outros,todos esses são heróis,nós sempre queríamos heróis na vida real,todavia não percebemos sua presença entre nós.

BRUNO CANTINO